13 de agosto de 2017

História

 

                             

Sátiro Francisco e Maroquinha Pinheiro

                  



Sátiro Francisco e Maroquinha Pinheiro

 

       Meus pais moravam na cidade de Paraná – RN desde quando era poucas casas. Minha mãe comumente chamada de Maroquinha Pinheiro era uma pessoa a serviço ao próximo e da comunidade.               Desde que ela chegou iniciou iniciou um sonho: 

            A construção de uma capela em homenagem a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

            Ainda jovem casada estava debruça na janela do meio, das três janelas da sua casa, que era de frente para um alto. Ali pressentiu que deveria fazer uma Igreja, em honra de Nossa senhora do Perpétuo Socorro. 

        Quando a vila passou a ser cidade nunca se candidatou porque ela achava que deveria ser meu pai e toda cidade pedia para que um deles se candidatasse. Assim, minha mãe resignava-se a incentivava para desenvolver o comércio da cidade e dedicava-se com empenho a realizar grande festas da padroeira com bandas de músicas vindas da cidade de Uiraúna -PB e Luiz- Gomes Rio Grande do Norte. Não tinha os meios para desenvolver a cidade e sofria...


 Maria Leopoldina Pinheiro Moreira
(Maroquinha Pinheiro).

 

Era também desejo de minha mãe que aquela casa continuasse de portas abertas para os eventos da comunidade, como sempre foi na época do meu pai ao seu lado.

Assim era a casa simples da nossa casa que ficava na rua da Paraíba. Somos Uiraunenses, porém sinto-me filha de Paraná- RN. Foi ali que nascemos e vivemos com tanto amor a nossa infância tão alegre e cheia de festas.

      A cidade de Paraná- RN fica na divisa entre os estados da Paraíba e Rio Grande do Norte, porém, ficou um longo tempo abandonada pelos dois estados.

 Hoje esta casa se tornou quase um memorial de sua presença e a comunidade tem um enorme painel de parede fotos da nossa família e de festas da padroeira. A casa da sua família transformou-se num pequeno Centro Comunitário de evangelização, onde se realizam os encontros e reuniões das Pastorais e PASCOM da paróquia. Fotos da CASA

  A "Rua da Paraíba", onde nasci era completamente abandonada pelos Prefeitos de Uiraúna, que só viam lá à época das eleições para pedirem votos. Nunca fizeram nada pela "Rua da Paraíba". Não existe esgoto nem saneamento básico. È completamente abandonada pela prefeitura de Uiraúna- PB, o lado que pertence á Paraíba. 

         Hoje já era para ter até asfalto ligando a cidade de Paraná- RN pelo lado da Paraíba, passando pelos Sítios, Guerrilhas e  Santa Umbelina que ficaria pertinho para a cidade de Uiraúna e faria uma enorme e boa economia de gasolina para grande parcela daquelas populações vizinhas a cidade de Paraná que tem que dar uma grande volta perto de Luiz Gomes, para ir á Uiraúna, tão próxima por aquele percurso que não é asfaltado.

            Meu pai era um homem tímido apaixonado pelo campo e pela agricultura. Era produtor de algodão, milho e feijão e bom patrão.  A maior parte dos seus trabalhadores construíram suas casas com o lucro de seus trabalhos e garra, pois, papai vivia pelos seus meeiros. Dava-lhes o boi, a capinadeira, as ferramentas e as sementes... Sempre fazendo financiamentos bancários, somente, pensando em pagar bem as seus  seus trabalhadores que plantavam enormes campos de lavouras de algodão, feijão e milho e os trabalhadores seguravam sempre o básico para o ano todo. Eram boas invernadas. Lindos campos de algodão e outros de milho e feijão, maxixe e melancias enormes. Como era bom irmos colher milho verde e melancia nos campos...

         Ele comprava também o algodão que produziam e levava em caminhões fretados, para vender barato em Sousa, a Zé Gadelha, que no final, mau dava para Papai pagar as contas do banco. 

        Era dessa forma, com o lucro do algodão catado, que os seus trabalhadores iam fazendo as suas casas no sítio próximo, que se chamava de "Os Caracóis".

        Tinha um bom relacionamento com seus trabalhadores. A maioria eram padrinhos ou compadres e os ajudava a cada um como podia e sem distinção... Tanto que a maioria , a noite, vinham para a casa do meu pai, conversar na calçada, contando histórias do como foi o dia e muitas outras.

         Além disso, tinha o leite das vacas que vinham do Sitio Guerrilhas, depois de cada um já terem tirado o seu litro de leite para a família, chegando o leite, na minha casa, mamãe fazia o mesmo, a casa ficava cheia para o café da manhã e pegarem o seu litro ou meio litro, principalmente, quem tinha criança pequena que não tinha onde, nem como comprar. 

Maria Leopoldina Pinheiro 
(Maroquinha Pinheiro).

      Minha mãe, Maria Leopoldina Pinheiro (Maroquinha Pinheiro) continuou a construção da igreja com enormes sacrifícios... Com muito trabalho e peregrinações construiu a primeira Igreja. Mas, por falta de um projeto, esta primeira Igreja caiu... 

          Ela começou tudo de novo!

       Fazia enormes caminhadas com o andor com a imagem de Nossa Senhora, pelos sítios, pedindo ajuda como também ia até a capital Natal- RN, com a participação e colaboração de todos, com a ajuda das pessoas dos sítios, conseguiu construir a segunda igreja.

Peregrinações para construir a Igreja
Foto: Eronildes Pinheiro - Brasília





Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Paraná - RN
Foto: Conceição Pinheiro

         





     Para Maroquinha Pinheiro não era só a igreja de pedra a erguer, mas as famílias, os jovens, as crianças. Ela foi também a minha primeira catequista.

Lutava para a cidade se erguer. Quando as pessoas colocavam uma loja de comércio ela ficava muito feliz com o progresso da cidade. 

Uma vez quando eu era pequena ela me acordou para ir com meu pai pela madrugada a casa de um casal que já tinha três filhos e estavam brigando. Esta visita foi tão frutuosa que tive a alegria de participar das bodas de ouro desta família, aqui em Brasília.

 Sustentabilidade na época dos meus pais, em Paraná- RN era "dar de beber a quem tem sede". E isto, eles o fizeram.

       No início da cidade não tinha água encanada e meus pais nunca negavam ás pessoas que chegavam sedentas por beber um copo de água. Na sala de jantar tinham quatro potes, que como um mistério, os lá de casa nunca faltava água, pela grande generosidade dos meus pais que conservavam as portas da casa, sempre abertas.  
      Por ali passavam pessoas á cavalo que vinham de Uiraúna, da Caiçara e do município vizinho que sempre paravam para tomar uma água e muitas vezes um bom lanche.
          A cidade de Paraná- RN no ano de 1958 teve uma grande seca ano, um período de grande dificuldade para toda  esta região. O Açude que abastece a cidade secou. Minha mãe, nesse período de seca vendo meu pai agoniado , sem água para dar ao gado. Ela com o terço na mão começou a rezar e teve uma intuição de um local, que em seguida ela mandou cavar a terra e apenas cavado uma barroca já começou a jorrar água que se tornou fonte dando para suprir a sede dos animais da fazenda Guerrilhas.

Só que nós tivemos que mudar e alugar uma casa na cidade de Uiraúna, até a seca acabar.

Minha mãe partiu sem realizar o sonho dela de CONSTRUIR A "torre da igreja" da igreja como é normal no estilo brasileiro, em tantas outras igrejas... E não foi concluída até hoje.

            A sala acolhedora da minha casa de infância com papai e mamãe, minha irmã Terezinha Pinheiro.

         Uma curiosidade:

         A cidade de Paraná -RN fica na divisa entre os estados do Rio Grande do Norte e Paraíba. A minha casa é situada na rua da Paraíba. Todos nós somos filhos de Uiraúna -PB por este detalhe. E a cidade de Uiraúna- PB também é extensão da história dos meus pais que são cidadãos uiraunenses. Porém moraram sempre em Paraná -RN e nunca lembrados como cidadãos uiraunenses.

        Logo que meu pai morreu minha mãe junto aos meus irmãos resolvem doar a “Casa” onde nascemos para ser a Casa Paroquial da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Paraná- RN. Devido as condições de idade, saúde minha mãe teve que deixar a cidade de Paraná- RN para ir morar em Uiraúna que tinha mais condições por ser naquela época um período de grande falta d’água na cidade e não existia água encanada tinha secado muitos mananciais.

A banda de música de Uiraúna- PB sempre estava presente nas festa que minha mãe junto a Comunidade de Paraná- RN fazia para construir a Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Terezinha Pinheiro é a que está com a mão na boca.
Foto: Eleine Pinheiro Rezende
Terezinha Pinheiro é a que está com a mão na boca.
Sonia Pinheiro , Neide Pinheiro, Heronides Pinheiro e Conceição Pinheiro

            Maria e tio Revil tinham grande amor pelos meus pais... Todo ano sempre vinha nos visitar com os filhos, nas férias das crianças e tenho hoje grande ternura e lembranças maravilhosas destes relacionamentos familiares que permanecem pra vida. Eram momentos de grande alegria para os meus pais. Graças e eles e seus filhos temos alguns registros daquela época como esta de uma das festas...

                                                                      

A nossa casa de infância hoje 

Quando meu pai Sátiro Francisco Moreira morreu, mamãe sem condições de ficar naquele lugar por causa da idade avançada e de sua saúde (a cidade naquela época, ainda não tinha água encanada) foi morar em Uiraúna - PB, doando sua casa, com o consentimento de seus três filhos para ser “a Casa Paroquial da Cidade de Paraná -RN" e funciona hoje como um pequeno “Centro de Vida”... De portas abertas para a comunidade, como era o estilo deles...


Uma observação:
         No cartório que funcionava em Paraná- RN (Hoje funciona em Luiz Gomes) quando doei a casa fiz uma observação para que conservassem o estilo da casa para manter a memória das grandes festas pois a casa para mim deveria ser e continuar sendo daquele povo que meus pais amavam tanto. Só que esqueci de tirar uma cópia para os dirigentes da comunidade ou não olharam...e para surpresa minha chegando certo dia com minha irmã Terezinha Pinheiro encontrei toda a sua frente descaracterizada. Tudo mudado: as janelas... Lugares das portas de entrada... Da parte da cozinha ...Tudo mudado...
          Terezinha as vezes jogava na loteria e me dizia que se ganhasse a primeira coisa que iria fazer  era fazer era colocar a casa como havíamos doado. Como era antes. Porém hoje para mim isto não importa mais. O importante é estar servindo a comunidade. Isto é um trabalho para as autoridades da cidade...
          Foi espontâneo para mim agora, depois que Terezinha partiu ligar para saber como estava os armários da Casa paroquial. Com alegria fiquei sabendo que era ainda o mesmo que foi da minha mãe em Uiraúna.
              A Comunidade de Paraná- RN cuida com carinho desta casa. Mesmo sendo distante de João Pessoa. Peguei a agenda de Terezinha e encontrei o mesmo telefone do profissional de transporte que levou um mine caminhão para esta casa de Paraná com seus livros e instantes há pouco tempo atrás... Terezinha parecia adivinhar que não tinha muito tempo. 

        Ela até pediu algumas doações de livros para que funcionasse ali, naquela casa uma pequena biblioteca para os adultos, jovens e adolescentes de Paraná. Que tivessem o hábito de ler. Criassem o hábito da leitura. Este era o seu desejo ajudar a juventude e as crianças  de Paraná- RN. Ela tinha vontade de conseguir também alguns computadores pois, até hoje, ainda não tem.
           Quero convidá-lo para ser junto conosco, agora, comigo, voluntários que se doam para ajudar o próximo como eram meus pais e Terezinha.! 
            Ela que me incentivou a fazer este Blog e corrigir os meus erros... que não sou muito boa no português. Ela sabia que eu estava fazendo este Blog. Porém, Deus teve pressa em levá-la. Mas, ainda tem tempo para você que viveu conosco esta história, contribuir e me ajudar a escrever doando suas lembranças da vida dos meus pais, em Paraná. Ser também, protagonista ... Aguardo alguma foto, algum fato deste período que você presenciou esta vida. Pode enviar para:
                                        moreira.mcp@gmail.com
              Homenagem a Maria Leopoldina Pinheiro ( Maroquinha Pinheiro).


Àlbum google de Sátiro e Maroquinha


Papai

Ao papai Sátiro Francisco Moreira.
Ao Pai criador agradeço a Deus pelo papai Sátiro Francisco Moreira.
Aconchego terno.
Sorriso espontâneo.
Bondade ilimitada.
Falar manso.
Amante da natureza.
Protetor dos pobres.
Amigo de todos....
Acolhedor extremoso.
Cultivador dos seus campos cheios de frutos.
Fiel ás missas dominicais e dias santos.
Sempre um pouquinho mais quando pesava na balança para os pobres.
Benfeitor dos seus meeiros.
Protetor dos animais.
Construtor da comunidade...
Da Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Na varando do seu comércio espaço para escutar a todos.
No balanço da rede o meu acalento para dormir.
Papai : Sátiro, Satilo, Sátiro, Seu Sátiro, Meu padim Satilo,
Deixaste um rastro de bondade e carinho silencioso nesta cidade.
Marcas ou sinais de sua presença só nos corações infinitamente gravado de gerações em gerações, pois o que fica somente é o amor.
Obrigada papai pelo pai, o avô, o amigo, o irmão, padrinho, o tio, o produtor, o comerciante e benfeitor dente pedaço de sertão paraibano, principalmente Paraná- RN e município e Uiraúna - PB.
No céu a mais linda comenda, a sua santidade.
O mais lindo presente, a linda casa que doastes á comunidade e a transfiguração dos seus belos campos que se tornaram abrigos para famílias se tornarem autossustentáveis.



A prima, Maristela, sobre minha mãe.



Telinha
 Esta é Maristela Fernandes. Ela disse assim a  respeito de minha mãe:
"Tia Maroquinha gostava muito de cantar esta música:
 “Com minha mãe estarei na santa glória um dia.
 Junto à virgem Maria no céu triunfarei.
No céu, no céu,  com minha mãe estarei.
No céu no céu com minha mãe estarei ”.

Muitas vezes,  quando tia Maroquinha ia lá para casa visitar mamãe eu gostava de escutar as conversas de mamãe e tia Maroquinha. Eu tinha um violão,  naquela época e tia Maroquinha tocava no meu violão cada música linda! 
 Mamãe chamava tia Maroquinha de "coquinha", apelido carinhoso de infância delas.
Tia Maroquinha era muito devota de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro :
" Maria, 
"Uma lembrança linda que só eu presenciei lá em casa, em Uiraúna.  
Sentada na mesa observando mamãe, tia Maroquinha, tia Maria e tia Júlia. As 4quatro na cozinha depois do jantar lavando os pratos. Uma lavava, a outra enxugava, a outra guardava e a outra varria a cozinha tudo na maior alegria, conversando, e confirmando as conversas assim:
    Né coquinha?  È Julhinha. Nè Maninha? E eu só prestando atenção.  Achando tudo lindo, se tivesse naquela época uma máquina para filmar e registrar esse momento único das quatro conversando você ia se emocionar ao ver as irmãs tão felizes juntas, naquele diálogo! 
                     Lembro-me do seu grande amor com as coisas do alto... Assim era minha tia Maroquinha, uma mulher que se dedicava a Deus. (Assim, confidenciou-me a Telinha (Maristela , minha querida prima e amiga de infância, ela bem mais nova do que eu).
                                      
Sátiro Francisco Moreira
Ele era assim

Amigo, simples e bondoso, sempre presenciei este sorriso.
     Comerciante e agricultor no nordeste e em seu comércio era hábito seu, sempre que pesava produtos como açúcar, etc. colocava sempre um pouco a mais na balança.
          Vivia para servir e se doar aos seus trabalhadores do campo e era amigo de todos.
      Quando meu pai já estava com a idade mais avançada vi um dia ele chegando perto do fogão ( naquela época a lenha) jogar um caderno gordo de contas das pessoas que lhe deviam. Colocou no fogo e sorrindo disse:
Vou colocar tudo pra Deus. Seja lá o que Deus quiser!
E era maravilhoso constatar a resposta de Deus para aquele gesto! As pessoas vinham pagar as dívidas e ele dizia. Queimei o caderno. Não sei quanto você me deve. E pagavam aquilo que sua consciência dizia.
Ele dizia que parecia que alguém tinha avisado para as pessoas virem pagar suas contas depois que ele desapegou-se daquela forma... Assim era a sua generosidade.

A Câmara Municipal de Luís Gomes numa sessão plenária, na Igreja de Nossa Senhora Santana outorgou várias homenagens pelo Centenário da Paróquia de Nossa Senhora Santana.

         Entre estas, a minha mãe Maria Leopoldina Pinheiro(Maroquinha),  pelos trabalhos na construção da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - De Paraná- RN no início da cidade de Paraná - RN.

                                             



Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Paraná - RN
Foto: Conceição Pinheiro

Minha mãe fazia a catequese com as crianças sentas nestes panamás.



Para quem não sabe vou lhe dizer quais os momentos de verdadeira ternura na minha infância. Parece hoje!
Ficaram vivas em mim as tardes de domingo quando minha mãe reunia as crianças e dava o catecismo para todas nós crianças sentadas nos batentes desta calçada da Igreja de Paraná- RN.

         Os pais não sabem o quanto fica na vida de uma criança, o estar presente em suas vidas, proporcionando momentos junto com outras crianças. Era a minha maior alegria!
           Hoje a comunidade continua o seu trabalho, a catequese e é um lugar de grande devoção a Mãe do Perpétuo Socorro que até hoje se faz a sua tradicional novena, toda terça - feira a noite.
Esta Igreja é o centro de comunhão da cidade construída com ajuda do povo, pobre e sobretudo pelas também dos sítios vizinhos.
Apelo de um amigo

(Ontem encontrei um amigo que acessa meu Blog e sugeriu-me para que colocasse fotos da época em que os meus pais na cidade de Paraná–RN faziam estas festas para construir a Igreja).

Hoje a Igreja está pronta e muitos conterrâneos visitam e recebem graças da Mãe do Perpétuo Socorro que pede ao Seu filho: Jesus. E muitos... São socorridos...
Peço para quem tiver fotos do início, daquela época (não tinham máquinas digitais como hoje). Podem enviar as fotos neste e-mail:
moreira.mcp@gmail.com                          

Residência de Sátiro e Maroquinha Pinheiro














Doada para a Igreja de Paraná- RN, agora, deveria ser:
                                                    Casa Paroquial Sátiro Sátiro Francisco e Maroquinha Pinheiro


    Casa da minha infância que foi doada por minha mãe,
Maroquinha Pinheiro e meus irmãos José Pinheiro e Terezinha Pinheiro para a Igreja de Paraná- N para ser a Casa Paroquial da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.


Casa palco de vida


Sempre de portas abertas...
Coração da cidade!
Do amor jazigo...
Fonte para matar a sede: física, espiritual, cultural e afetiva, principalmente, das pessoas simples e marginalizadas.!
Paragem dos cavaleiros que vinham de Caiçara , para Uiraúna e saciava a fome de retirantes e pedintes.
Guarida para os solitários...
Palavra de ternura para quem chegava preocupado, nervoso ou ansioso.

Palco de vida e  do amor perene...
Vida que na saudade se revive.
Aconchego afável sabor de felicidade!
Não ficou destruída a sua imagem original, casa querida. Lugar tranquilo de paz e brisa que vinha da serra. 
Permanece nas raízes de minhas fantasias infantis e de coloridos sonhos...
Também os sonhos desfeitos na minha adolescência.
Nas tardes de música e saudade.
Nos momentos de dúvidas prostadas aos pés de Nossa Senhora, muitas vezes , entre lágrimas.

Casa, centro de vida e de comunhão de pessoas, em trânsito. Lugar de socorro.
De muitas festas para homenagear  a Mãe de Jesus, "a rainha dos pobres".
 "A advogada dos pecadores".
 Ladainhas cantadas nas noites de maio e finais de grandes procissões com seu andor ordenado de flores e carregado com muito amor, principalmente pelos homens e jovens da jovem cidade.


Ficou da minha infância a coleções de santinhos que me davam desejos de eu também ser santa. Sonho de criança que para mim, hoje é treino diário e para meus pais e irmão que já se foram e certamente chegaram A META .

Agora, a esperança viva de que as palavras de Jesus são verdadeiras.
De que, para mim Jesus preparou uma casa.
                        
                                           Texto refeito 25\01\2025



A igreja hoje




1 de agosto de 2013 07:07

Este templo tem história de luta, dedicação, amor e humildade, lembro-me das peregrinações comandada por tia Maroquinha, que Deus abençoe e povo de Paraná- RN.
                                                  Francisco Fernandes Pinheiro

Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro-Paraná-RN.
Sua vida uma batalha, desde início da minha vida, para edificar esta Igreja


Minha mãe, Maroquinha Pinheiro gostava de cantar esta música. 


Formosa és.
Elias Antunes 
Youtube



Foto: Terezinha Pinheiro
Foto: Terezinha Pinheiro

Maria das Graças e Iris e a netinha de Iris.
Padre Raimundo Osvaldo
Terezinha Pinheiro Moreira


Interior da Igreja N.S. do Perpétuo Socorro.


Meu pai, Sátiro Francisco Moreira.



 
Reflexo do amor do Pai, para mim.
Falava manso e corrigia-me comigo sentada ao seu colo.
Por isso, nunca me deu uma palmada. 
Ele era só ternura que me envolve até hoje! 
Saudades que é presença afetuosa que me atrai ao céu ...
Entendi porque em determinada hora, na missa o Padre faz uma oração e respondemos:
" Concedei-nos o convívio dos eleitos". 
È para que esse convívio nosso, continue... Ligado ao céu através do amor. 
Um sentimento místico de felicidade, que o torna sempre presente em minha vida .
Será assim "comunhão dos santos" ? 
                Eu "creio" e sinto. 
                    Papai vive!

Sátiro Francisco Moreira
Foto: Brasília

Ao Pai criador !
Agradeço a Deus pelo papai Sátiro Francisco Moreira.
Aconchego terno.
Sorriso espontâneo.
Bondade ilimitada.
Falar manso.
Amante da natureza.
Protetor dos pobres.
Amigo de todos....
Acolhedor extremoso.
Cultivador dos seus campos cheios de frutos.
Fiel ás missas dominicais e dias santos.
Sempre um pouquinho mais quando pesava na balança para os pobres.
Benfeitor dos seus meeiros.
Protetor dos animais.
Construtor da comunidade...
Da Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Na varando do seu comércio espaço para escutar a todos.
No balanço da rede o meu acalento para dormir.
Papai : Sátiro, Satilo, Sátiro, Seu Sátiro, Meu padim Satilo,
Deixaste um rastro de bondade e carinho silencioso nesta cidade.
Marcas ou sinais de sua presença só nos corações infinitamente gravado de gerações em gerações, pois o que fica somente é o amor.
Obrigada papai pelo pai, o avô, o amigo, o irmão, padrinho, o tio, o produtor, o comerciante e benfeitor dente pedaço de sertão paraibano, principalmente Paraná- RN e município e Uiraúna - PB.
No céu a mais linda comenda, a sua santidade.
O mais lindo presente, a linda casa que doastes á comunidade e a transfiguração dos seus belos campos que se tornaram abrigos para famílias se tornarem autossustentáveis.
                                                                         
                                                               Agosto de 2017          

                                       

Festa da padroeira Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Paraná -RN

            Quando meus pais partiram doamos a casa para ser a casa paroquial da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro que é um lugar de muita devoção ainda existe a Novena Perpétua que a minha mãe fazia. Hoje é celebrada com o mesmo louvor pela comunidade que também continua a celebrar a festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro com muito fervor e espírito comunitário. As novenas que antecedem a festa é mesmo um período de muita graça para a cidade e o município. Assim como Maroquinha sempre sonhou...

Este é o Coral Maria Leopoldina Pinheiro, em homenagem a minha mãe Maroquinha Pinheiro que se chamava Maria Leopoldina. Foi organizado pela Professora Desenha da Cidade de Paraná- RN. 

Coral Maria Leopoldina Pinheiro - Paraná- RN








    Este é o Coral Maria Leopoldina Pinheiro, em homenagem a minha mãe Maroquinha Pinheiro que se chamava Maria Leopoldina. Foi organizado pela Professora Desinha da Cidade de Paraná- RN. 
    Uma homenagem das crianças de Paraná- RN a Maria Leopoldina Pinheiro (Maroquinha Pinheiro) que foi a primeira catequista da cidade de Paraná- RN e amava muito as crianças daquela cidade.




Crianças do Coral Maria Leopoldina .


Bandeirolas em Paraná- RN.

Impressões de amigos e de pessoas que conheceram os meus pais Sátiro e Maroquinha Pinheiro.


Carta de Maria das Graças Andrade (Líder comunitária e da Comissão Paroquial daquela época por ocasião da partida de minha mãe Maroquinha Pinheiro.


Maria das Graças Andrade- Paraná- RN

    
   Quando conheci o Paraná (da Paraíba) a grande liderança meiga, honesta, competente e eficaz era da tia Maroquinha. Teve uma grande luta para construir a hoje grande igreja da cidade com a ajuda que só ela sabia obter como seu LIVRO DE OURO. Tia Maroquinha foi uma grande vitoriosa e uma pessoa vitoriosa pelo que fez pela cidade do Paraná, graças a sua inabalável fé. Fiquei feliz porque ela viu a sua obra ser finalizada.
        Lembro muito deste armazém de tecidos do Tio Sátiro, realmente um pioneiro no comercio e também na produção agrícola através da sua Fazenda nas Guerrilha


Que lindas! Saudades de Maroquinha.
Tenho lembranças imorredouras desde a minha inesquecível e amada Nova Olinda, passando pelo Paraná, uma parada obrigatória de Papai na casa de seu Sátiro e dona Maroquinha.


Obrigado querida Conceição. 

A história de sua mãe é linda.

 Queria tanto ter lhe conhecido antes. 

De José Santa - Atualmente em São Paulo.

                            Gratidão 🙏






20 de outubro de 2016

Entrevistas





João Eduardo no Programa CANTA COMIGO TEEN 4

                              

Canal YowTube

     João Eduardo - Canta Comigo Teen

YouTube - Canta Comigo·

                                7 de ago. de 2023

CANTA COMIGO TEEN 4João Eduardo canta clássico de Cartola e impressiona 99 jurados

               


 Programa CANTA COMIGO TEEN .

        Cantor Mirim João Eduardo Moreira Magalhães è bisneto de Sátiro Francisco e Maroquinha Pinheiro que moravam na cidade de Paraná -RN porém são Uiraunenses. è também sobrinho de Terezinha Pinheiro e apresentou - se no Programa Canta Comigo Teen 

         Imagino a alegria de Terezinha lá no céu e todos da minha família:

 Papai Sátiro Francisco e a mamãe Maroquinha Pinheiro, meu Irmão José Sátiro Pinheiro que se entram todos no céu... Olhando para esse bisneto.

Queria passar pra eles a nossa alegria pela a linda apresentação e como gostaria de ver Terezinha vendo o seu sobrinho que ela veio para o seu nascimento, aqui em Brasília e acabou ficando três meses.

       Continua a olhar por todos os meus netinhos Terezinha! Seus sobrinhos Rafael Moreira, Lis Moreira Magalhães e Maria Cecília, Marcos Pinheiro, Claudia Gonçalves Pinheiro e Marcelo G. Pinheiro e seus filhos a quem ela tanto amava... E, toda humanidade, consagre á Santíssima Trindade a quem era sua maior devoção e a quem tudo ela se direcionava e se dirigia nas suas preces.

Semifinalista do Programa Canta Comigo Teen 4 

                                            TV Record




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Entrevistas

Entrevista à Radio Brasil FM - Brasília  


Entrevista à Radio Brasil FM - Brasília  

Yowtub


Mesa pra dois com o Cantor Mirim, João Eduardo.


                                                   Yowtub

 Mesa pra dois, Dia dos pais - Nova Brasil FM- Brasília 

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   Blog fala sobre o João Eduardo

Youtube
João Eduardo foi convidado pela TV Record pelo seu Instagram:
 @joaooficial

Foi finalista com a  música Canção da América de Milton Nascimento.

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Entrevista no Programa Pampa Cerrado- Brasília - DF 



Vinheta para o Programa - Yowtuber

Programa completo - Yowtube
Pampa e Cerrado com João Eduardo, Stefany Stevanovich e Laura Medeiros

Nosso palhaço, digo, apresentador, Raul Canal, recebe João Eduardo, semifinalista do Programa Cante Comigo Teens, Laura Medeiros, finalista do The Voice Kids, e a atriz circense Stefany Stevanovich.

Divirta-se com a gente!
Programa Completo - Yowtube




Partes do programa - Yowtube


                                             Partes do programa - Yowtube

Partes do programa - Yowtube
Yowtube









Yowtube

PoJK - João Eduardo e Laurinha Medeiros.

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Yowtube

Cantata de Natal - 
João Eduardo Colégio do Gama- DF



Meus pais, Sátiro e Maroquinha, lá do céu devem estar felizes com o seu netinho, João Eduardo.


                                                    Yowtube
                                                        
 Composição: Letra e música : 
                                                            
João Eduardo Moreira Magalhães
(Neste vídeo o João Eduardo manda para sua Vovó Conceição Pinheiro uma de suas primeiras composições). 

Meus pais lá do céu devem estar felizes com o seu netinho.
                                                 

João Eduardo Moreira Magalhes 

        È também sobrinho de Terezinha Pinheiro Moreira que veio para Brasília para seu nascimento para ficar alguns dias e passou três meses curtindo o sobrinho...

          

Entrevista ao Programa Márcia Independente
Marcia Witczak


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  Agora com 13 anos, cheio de sonhos!

    Brincando de gravação na Casa da Vovó Conceição.

                                   Yowtube



Entrevista a Radio Nova Brasil FM de Brasília
Com Bárbara Lopes